Tuesday, January 24, 2006

Make them laugh!

Quando Hollywood ainda era controlada pelos estúdios, fazer parte do ramo cinematográfico era uma prestigio, uma honra ... e era para poucos. Hoje o cinema é aberto, teoricamente qualquer um faz cinema, e o cinema independente ganhou força total depois de Tarantino com seu “Pulp Fiction”. Na conhecida era de ouro dos estúdios, Hollywood vivia de três coisas... Western, Oscar e Musical. Enquanto John Wayne reinava do faroeste, Fred Astaire e Gene Kelly mandavam nos musicais.
O cinema mudou muito dos anos 40 até hoje. A maior mudança foi a morte da inocência. Os filmes hoje não podem ser inocentes, não podem ser como os americanos diriam “easy-going”. Se olharmos bem, aquela inocência de “Branca de Neve”, “Bambi” e “Pinnochio” não existe mais e não renderiam muito dinheiro. Filmes infantis precisam ser ousados com Shrek. Assim também ocorre com os musicais que só fazem sucesso com ousadia (Moulin Rouge) ou seriedade (Chicago).
Quando se sai de uma seção de “The Producers” (Os Produtores), duas coisas me vinham a mente. A dos nos músculos da barriga de tanto rir, e o sorriso no rosto de Fred Astaire. The Producers não só é uma comédia de primeira - é um musical esplêndido. As musicas de Mel Brooks já são conhecidas por serem de boa qualidade e de humor primoroso (no bum, in the end Edipo gets his mom). Em certo momento do filme o Leo (Matthew Brodderick) dança com uma cartola, em clara referência ao filme “Top Hat” (O Picolino).
O claro choque de culturas é a provável causa da curta vida de Os Produtores no Brasil. Nossa cultura sub-equatoriana não é acostumada aos musicais e assim como eles não entendem Chico Anísio, aqui embaixo Mel Brooks faz pouco sucesso. Acima de tudo Os Produtores serve mais como uma pequena cápsula do tempo, para aqueles que não puderam sentir o gosto dos anos 40.