Monday, June 26, 2006

KA-CHOW!!!!!

Foram seis longas desde de 1995. Em seus onze anos a Pixar foi responsável pela autoria de Toy Story (1995), Vida de Inseto (1998), Toy Story II (1999), Monstros S.A. (2001), Procurando Nemo (2003) e Os Incríveis (2004). Cinco filmes respeitados e de grande sucesso comercial. A Disney, distribuidora da empresa, muitas vezes dependia dos sucessos da Pixar para ficar em alta. No entanto a empresa terminou o seu contrato e se jogou no mercado para o melhor comprador. Que fique claro que desde o seu nascimento a Pixar ganhou vários Oscars, entre outros prêmios prestigiados, e sempre tinha um filme entre os cinco mais vendidos do ano. A compra da empresa seria sucesso garantido. A Disney buscou em suas fortunas o valor de 7 bilhões de dólares ( 7,000,000,000,00) e mesmo assim a empresa conseguiu um contrato que dava a ela controle criativo completo sob suas obras... um marco para a história do cinema. Cars, que seria a última obra em parceria com a Disney, estréia nessa sexta no Brasil.
O filme gerou certo receio entre os fãs que estranhavam a premissa estrelada por carros. No entanto quem comandava a obra era ninguém menos que John Lesseter, fundador da empresa e diretor de três dos seis filmes da Pixar. É curioso notar que essa preocupação com e premissa estrelada por carros é ridícula vide as estrelas dos outros filmes. Toy Story é estrelada por brinquedos, Vida de Inseto por insetos, Mosntros S.A. por monstros, Procurando Nemo por peixes, deixando Os Incríveis como o único filme estrelado por humanos.
Cars conta a história de Lightning McQueen, um carro novato com de corrida que precisa aprender certas lições sobre a vida. Cego pela ideologia maniqueísta das disputas de corrida. Logo no começo do filme ele fala "Um vencedor, quarenta e dois perdedores". Partindo para a California para disputar uma corrida, na qual ele podia ter ganhado por antecipação, mas perde pela imaturidade, McQueen que por acaso do destino acaba em uma cidade remota dos EUA. A cidade, cortada pela auto-estrada 66, é o lar de automóveis perdidos da evolução tecnológica, mas não por isso menos humanos.
Com personagens carismáticos como Mater, o filme acha os seus momentos mais cômicos. Uma espécie de grilo falante (Pinnochio), Mater ajuda a McQueen a detectar os seus erros, sem nunca o criticar. A críticas partem de Doc Hudson que é o médico da cidade, funcionando muitas vezes com um prefeito informal. Doc é interpretado por Paul Newman, que despensa comentários. Hoje já um senhor de idade, vemos pouco de Newman na tela. Já com sua carreira solidificada, Newman escolhe seus projetos a dedo, sempre funcionando como um indicador de qualidade. O elo pai e filho estabelicido no filme garante uma boa dose de emoção.
Ao termino do filme o espectador se encontra emocionado... e até quem sabe chorando. As lições de McQueen são para todos, crianças e adultos. A certeza que da derrota vêm vitórias mais importantes é muitas vezes esquecida pela cede de ganância. Aqui, agora... o importante é terminar a corrida, pois o primeiro lugar é de quem merece, e não de quem vence. Merito para a Pixar, que consegue tudo isso usando... carros...

Wednesday, June 21, 2006

O mundo cinematográfico mudou em 1994, quando um pequeno projeto da Miramax, até então uma produtora pequena/independente, estreou com sucesso em Cannes. A produção acabou ganhando o Oscar de melhor roteiro e recebeu o status de filme mais importante dos anos 90. Isso permanece fato, mas o porque ainda pode ser discutido. O maior mérito de Tarantino talvez seja o uso da referência constante e a quebra dos paradigmas cinematográficos. Ou talvez o dialogo afiado, ousado e o seu humor negro. Mas provavelmente a maior contribuição do diretor seja usar a tão citada “cultura pop” de maneira inteligente e adulta.
A abertura do filme cita uma passagem do dicionário American Heritage Dictionary sobre o significado da expressão pulp (uma revista sensacionalista que geralmente é publicada e impressa em material de segunda classe). O espectador então fica consciente de duas coisas; a primeira é o teor do filme e a segunda é a referência de Tarantino. O espectador deve esperar uma obra policial (noir) e underground, que literalmente acontece na cena em que Butch e Marsellus são capturados no porão de Maynard.
O roteiro do filme é basicamente dividido em três partes, observação que fica clara com o uso de letreiros entre as histórias (A História de Vincent Vega e Mia Wallace, O Relógio de Ouro e a Situação com Bunny). Porém a estrutura da obra é um pouco mais complexa. Tarantino aborda o filme de forma não linear, quebrando um dos tabus hollywoodianos. De forma mais sistemática o filme abre com Pumpkin e Hunny Bunny assaltando um restaurante seguido dos créditos iniciais. A cena recomeça com Vincent Vega e Jules Winnfield conversando a caminho do apartamento de Brett para recuperar uma mala cheia de ouro. Há nessa cena uma quebra da linha narrativa, no entanto o espectador não pode realizar isso ainda. A cena corta para Butch conversando com Marsellus Wallace no bar. Vincent e Jules entram com a mala, porém vestidos com roupas completamente diferentes. O primeiro indício que o filme é não linear. Vemos o encontro de Vega e Mia seguido da história de Butch. Quando terminamos de assistir a história do relógio de ouro o filme nos leva novamente a cena do roubo da lanchonete e a explicação da troca de camisas. Pode se observar, que não há exatamente uma estrutura que explique o porque dessa linha narrativa tão incomum. A questão está no propósito de Tarantino. O seu planejamento não almeja ser comum e sim inovador e excepcional.
Outro exemplo que ratifica essa reflexão é a quebra e subversão do gênero do filme. Podemos encontrar no longa a presença de gângsteres e o seu cotidiano. A personagem Mia Wallace apresenta todos os aspectos de uma femme fatale (perigo, sedução e morte). Ao se examinar esses elementos do filme poderíamos categorizá-lo no gênero máfia/gangster/noir. No entanto essa classificação é improvável, pois Tarantino desfigura tanto esses estereótipos, que classificá-los como tal pareceria inapropriado e injusto. Os gângsteres conversam sobre televisão, drogas, sexo, Coca-cola e teologia. A femme fatale é subversiva, viciada e parece em momento algum querer trair o marido. É difícil imaginar James Cagney, Humphery Bougart, Al Pacino interpretando mafiosos e tropeçando por estarem “altos”. Como na cena em John Travolta tropeça saindo do carro e entrando no bar.
Outro aspecto curioso do filme são os diálogos entre os personagens. As falas dos personagens “Tarantinianos” são dotados de duas características básicas. Primeiramente a trivialidade. O diálogo inicial entre Vincent e Jules a caminho da casa de Brett é um ótimo exemplo. Na conversa entre os dois a única informação vital para a compreensão da narrativa do filme é o fato de explicar que Vincent viajou para Amsterdã. O resto da conversa, que inclui McDonalds do mundo afora, cerveja no cinema, maionese na batata frita e legalização do haxixe, é corriqueira e cotidiana. A segunda é o uso de referências pop nos diálogos. Ainda no mesmo diálogo, Jules e Vincent discutem sobre McDonalds e Burger King, dois grandes símbolos da cultura contemporânea de massa. Outra referência se encontra na conversa entre Butch e Fabienne, sobre ter uma “barriga”, em que ela cita Madonna (ícone pop que Tarantino também cita em Cães de Aluguel). Ao longo do filme há várias outras referências há programas de tv, músicas e filmes : a camisa de Lance é estampada com a imagem de Speed Racer (ícone de uma geração), o garçom (Buddy Holly) chama Mia de Peggy Sue (música do mesmo), Jules comenta sobre a série Kung Fu (estrelado por David Carradine que mais tarde viria a estrelar Kill Bill) e a cena do bar que inclui muitas referências (tais como anos 50 e 60, Maryln Monroe, Elvis e James Dean) . É importante ressaltar, que para melhor compreender essas referências é necessário que o espectador tenha certa bagagem cultural.
Outra curiosidade do roteiro de Tarantino é o uso do humor negro.O diretor já disse que o “tesão” dele é fazer o público rir de algo que geralmente o faria vomitar, como na frase de Butch ao pegar Fabienne “Zed is dead, Zed is dead”; fato que ele explora ao máximo em seus filmes. Em Pulp Fiction há duas cenas que deixam isso claro. A primeira é a cena em que Mia sofre uma overdose. Geralmente uma situação dessa é tratada de forma séria e dramática. No entanto o público se encontra rindo; quando Vincent chega na casa de Lance ele carrega Mia e a larga como se fosse nada ao conversar com o traficante. Este procura pelo caderno médico com sua esposa gritando com ele. E finalmente na hora de injetar a agulha a conversa sobre quem vai realizá-la.
Toda essa cena pode parecer trágica, mas os diálogos a tornam em um momento cômico muito curioso. Outra cena que soaria trágica, mas é hilária é a conversa entre Jules e Brett sobre Marsellus Wallace (segue trecho abaixo):

JULES : Marsellus Wallace parece uma puta?
BRETT : O quê?
JULES : Diga o quê de novo, seu filho da puta. Eu te desafio, diga o quê de novo? Marsellus Wallace parece uma puta? BRETT Não!
JULES : Então porque você tentou fuder com ele como uma puta?


O espectador consegue reconhecer que essa cena é teoricamente trágica e violenta, mas a utilização de frases como “Então porque você tentou fuder com ele como uma puta?”, tornam a situação engraçada.Tarantino segue uma direção mais moderna em seu filme.Observa-se esse aspecto no uso da imagem em still (recurso que remete ao moderno e ao não diegético) na abertura. Há poucos planos longos e um plano seqüência – cena em que Butch sai do carro em direção ao seu antigo apartamento. Um dos artifícios da direção de Tarantino é a prolongação da apresentação de certos personagens. A cena em que Mia é introduzida, tudo que vemos são os seus cabelos, seus lábios e seus pés. No entanto o batom vermelho de Mia já diz que tipo de mulher ela é. Outra cena de apresentação curiosa é a da personagem Marsellus Wallace. Citado desde do principio do filme só vemos o fundo de sua cabeça. O seu rosto só é mostrado quase no meio da obra quando ele é atropelado por Butch.
Outro ângulo da direção de Tarantino é o uso de específicos movimentos de câmera, como na cena em que Marsellus acorda depois de ser atropelado e vê Butch no outro lado da rua. A câmera se aproxima de Wallace com certa velocidade, remetendo aos movimentos de câmeras de filmes de ação orientais, que Tarantino homenageará depois com Kill Bill. Outro movimento de câmera relevante e a cena em que Zed faz uni-duni-tê para escolher que irá ser a primeira vítima dele. No final da seqüência, quando ele escolhe Marsellus, a câmera se vira pra ele tornando-se quase subjetiva.
Há no filme um curioso uso do que os americanos chamam de for-shadow. Ao acordar, Butch vê na televisão um filme sobre tiros e motos, e reclama que é muito cedo para isso. Logo mais no que ele chama de “o dia mais louco da minha vida” ele se vê em meio de tiros e escapa em uma motocicleta.
Muitas vezes o som no filme serve como elipse para a história seguinte ou para a edição. Há duas cenas que pontuam com clareza esse fato: os créditos iniciais começam com uma música extra-diegetica, no entanto ela some ao se ouvir o barulho de um rádio trocando de estação. O plano abre e vemos que se trata de Vincent Vega e Jules Winnfield ouvindo ao rádio e conversando. Quando começa a história do “Relógio de ouro”, a aparição de Butch surge após um estrondo de um gongo de boxe. Há também um uso curioso da banda sonora na cena em que Pumpkin manda os mexicanos saírem da cozinha e se ouve um som de uma balada mexicana. Tarantino utiliza desses meios para criar situações engraçadas e inovar na maneira de se fazer filmes.
Outra utilização da banda sonora bastante inteligente é como ele conta como foi a luta entre Butch e Floyd. A cena é mostrada ao espectador pelo rádio da taxista Esmeralda que ajuda Butch.
A trilha sonora do filme consta basicamente de músicas cantadas no estilo rock, música que acentua o lado sexual e atual, como no caso da canção que apresenta Mia e a música que ela dança antes de sofrer a overdose. Como a motivação de Tarantino ao longo do filme é inovar, ele não poderia ter uma trilha orquestrada e nem colocar músicas cantadas conhecidas. O estilo de música é meio underground assim como o resto de seu filme.
A fotografia do filme tenta ao máximo ser realista e não chamar a atenção do espectador. Claramente percebemos essa intenção na cena em que Vincent e Jules sobem até o apartamento de Brett. Ao andarem nos corredores eles entram em escuridão total, depois ao claro e em seguida a fotografia quase estoura nas janelas.
O uso do roteiro de Tarantino serve bastante para criar personagens esféricos e com profundidade. As conversas triviais podem parecer desnecessárias, porém revelam certos maneirismos e características dos personagens. Um grande exemplo é a religiosidade de Jules, que logo mais no filme se mostra como um fator importante para a narrativa. A sua ligação com a religião, mostrada ao recitar a passagem (alterada) da Bíblia, Ezequiel 25:17, se aprofunda ao sobreviver a um ataque de quatro tiros que atingem a parede em forma de cruz. A decisão de mudar de caminho e seguir os passos de Deus, mostra a decisão de Tarantino de não seguir os estereótipos. Ele mostra o quão violento este homem poder ser, mas também mostra o quão profundo ele pode chegar.
A construção do personagem de Vincent Vega é muito curiosa. Há várias manias do personagem, que servem para melhor caricaturá-lo. A primeira é o fato de ele não participar do interrogatório inicial ao começo do filme. Distanciado, ele sabe que a função ali é matar e simplesmente espera a “deixa” de Jules. Outra cena que define Vincent é quando ele rebate as ordens de Mr. Wolf só para ouvir um por favor. Ele é um homem que não gosta de levar ordens.
Mia Walace é para Pulp Fiction o que Brigid O'Shaughnessy é para o Falcão Maltês. Ela é a presença da tentação, do proibido e do fatal. Seus lábios vermelhos e sua sensualidade comprovam isso. Na cena em que Mia e Vega estão pedindo o sanduíche ambos pedem com bastante “sangue” (ou mal passado na tradução correta), que só faz corroborar com a identidade assassina e perigosa de ambos personagens.
O único personagem do filme que aparentemente é o mais inocente ou menos perigoso é Butch. Ao fugir da casa de boxe após uma luta, que ele deveria perder, Butch parece ser apenas um homem que viu uma oportunidade e a seguiu. Mas quando ele responde a Esmeralda que não sente pena de ter matado um homem, descobrimos do que ele é capaz. Ao final do filme vemos que ele é a pessoa com o maior número de vítimas (Floyd, Vincent Vega , Guismo-Russel e Maynard). É também curioso notar como para Butch o relógio de ouro é significativo. Fica óbvio que é um objeto de família, no entanto ele arrisca fortuna e sua mulher para recuperar tal objeto.
O elenco do filme é formado por atores de grande prestígio. A atuação de John Travolta foi tão bem realizada, que foi responsável pelo seu “re-nascimento” após quase uma década de fracassos e lhe rendeu uma indicação ao Oscar. A sua atuação na cena em que ele atira na cabeça de Marvin, consegue ser engraçada e violenta ao mesmo tempo.O resto do elenco consegue manter atuações concisas e bem realizadas, principalmente Samuel L. Jackson e Uma Thurman. É importante ressaltar que esse filme não exige atuações grandes com cenas que potencializam o ator. A força está nas palavras e fazê-las soarem convincentes. O elenco como um todo consegue tal façanha.
A edição do filme é bem curiosa. Ao desenrolar da história fica óbvio que o roteiro já foi construído de forma não linear, como se pode notar na cena em Jules e Vincent entram com as camisas trocadas e Paul ressalta “que camisas são essas” alertando os espectadores desatentos que ouve um salto temporal. Um dos grandes dilemas do filme foi o uso do quadrado tracejado sob-exposto ao quadro que Mia faz a Vincent. Como aquele evento é restrito e único, acredito que a utilização dela é para ser surpreendente e moderna. A edição por si só não trás muitas inovações, não é rápida e não existem cortes excepcionais. Ela serve basicamente para realizar piadas visuais - como a cena em que Vincent liga para Lance com Mia quase morrendo e vemos Lance sentado comendo cereais. Há também um uso curioso de uma montagem mais rápida na cena em que Butch foge da casa de luta. Vemos Butch caindo no lixo, depois há um corte para Esmeralda ligando o taxímetro, outro corte para a chave na ignição e finalmente o plano dela pisando no acelerador. Esse tipo de edição rápida dá ao filme um ar moderno, que mais tarde será utilizado em filmes como Snatch e Clube da Luta.

Tuesday, June 20, 2006

Uma idéia original...


"O Que O Dinheiro Não Compra ?" Está em fase de pre-produção (louco pra essa copa acabar e voltar a me dedicar ao meu filho com paciência). Estou lendo muito HQs para tirar deles idéias para o photoboard, que obteve bons enquadramentos mas ainda precisa ser trabalhado. Da minha coleção peguei alguns quadrinhos que a arte me interesava... até achar essa obra que é pouco conhecida. Gibbons, autor de "The Originals", foi o responsável pela arte de "Watchmen", que tem planos LINDOS. Toh lendo de novo o livro e depois vou analisa-lo melhor, na questão enquadramento.
Dando uma olhada de leve achei essas páginas ai que tem uma noção de enquadramento e edição maravilhosas...
Quem puder colocar a mão nessa obra aí... não perca o tempo.

Thursday, June 15, 2006

Easy Riders


Uma das obras mais cultuadas no mundo dos quadrinhos está disponível nas bancas de toda Salvador. A série que retrata as aventuras de Oliver Queen e Hal Jordan descobrindo a América Do Norte, finalmente ganha uma nova distribuição. A saga contada por Dennis O'Neil e Neal Adams foi responsável por uma reviravolta no mundo das HQs ao incluir em suas histórias problemas antes nunca tratados por super-heroís, problemas como drogas, preconceito, poluição global e acima de tudo, a morte do "american way of life".
O plot line é muito semelhante à premissa de "Sem Destino" (Easy Rider, Dennis Hopper - 1969). Para quem não sabe Easy Rider foi um dos filmes mais cultuados de sua época e um grande sucesso de venda. O filme retrata dois cowboys modernos (fora cavalos, entra motos) que atravessam a América atrás de um sonho sem imagem. Ao perseguirem essa baleia branca o que eles encontram é um grande mar de nada e preconceito.
Embriagados com essa nova "onda", Dennis e Neal transportaram a idéia para a sua aréa de trabalho: os quadrinhos. Oliver Queen, cujo alter-ego é o nervoso Arqueiro Verde, chama Hal Jordan, Lanterna Verde, a largar suas noções de certo e errado e descobrir a verdadeira América, aonde o certo é errado e o errado é o certo. Oliver se mostra um herói muito a frente de seu tempo, ao contrário de Superman e Lanterna que ainda parecem ser ligados ao estilo de vida norte americano. Como ele era um personagem pequeno e basicamente desconhecido, O'Neil pode dar a ele toda profundidade dos pensamentos modernos da era "hippie" sem causar muito escândolo.
A escrita da saga é um pouco datada. Um dos avanços dos quadrinhos foi a diminuição de balões de pensamento, mostrando com redundância a mentalidade do personagem. Outro aspecto datado do quadrinho é o linguajar, que usa muitas expressões dos anos 60 e 70. Mas dito isso, é uma obra de primeira linha que comunica com muitos problemas atuais.