KA-CHOW!!!!!
Foram seis longas desde de 1995. Em seus onze anos a Pixar foi responsável pela autoria de Toy Story (1995), Vida de Inseto (1998), Toy Story II (1999), Monstros S.A. (2001), Procurando Nemo (2003) e Os Incríveis (2004). Cinco filmes respeitados e de grande sucesso comercial. A Disney, distribuidora da empresa, muitas vezes dependia dos sucessos da Pixar para ficar em alta. No entanto a empresa terminou o seu contrato e se jogou no mercado para o melhor comprador. Que fique claro que desde o seu nascimento a Pixar ganhou vários Oscars, entre outros prêmios prestigiados, e sempre tinha um filme entre os cinco mais vendidos do ano. A compra da empresa seria sucesso garantido. A Disney buscou em suas fortunas o valor de 7 bilhões de dólares ( 7,000,000,000,00) e mesmo assim a empresa conseguiu um contrato que dava a ela controle criativo completo sob suas obras... um marco para a história do cinema. Cars, que seria a última obra em parceria com a Disney, estréia nessa sexta no Brasil.
O filme gerou certo receio entre os fãs que estranhavam a premissa estrelada por carros. No entanto quem comandava a obra era ninguém menos que John Lesseter, fundador da empresa e diretor de três dos seis filmes da Pixar. É curioso notar que essa preocupação com e premissa estrelada por carros é ridícula vide as estrelas dos outros filmes. Toy Story é estrelada por brinquedos, Vida de Inseto por insetos, Mosntros S.A. por monstros, Procurando Nemo por peixes, deixando Os Incríveis como o único filme estrelado por humanos.
Cars conta a história de Lightning McQueen, um carro novato com de corrida que precisa aprender certas lições sobre a vida. Cego pela ideologia maniqueísta das disputas de corrida. Logo no começo do filme ele fala "Um vencedor, quarenta e dois perdedores". Partindo para a California para disputar uma corrida, na qual ele podia ter ganhado por antecipação, mas perde pela imaturidade, McQueen que por acaso do destino acaba em uma cidade remota dos EUA. A cidade, cortada pela auto-estrada 66, é o lar de automóveis perdidos da evolução tecnológica, mas não por isso menos humanos.
Com personagens carismáticos como Mater, o filme acha os seus momentos mais cômicos. Uma espécie de grilo falante (Pinnochio), Mater ajuda a McQueen a detectar os seus erros, sem nunca o criticar. A críticas partem de Doc Hudson que é o médico da cidade, funcionando muitas vezes com um prefeito informal. Doc é interpretado por Paul Newman, que despensa comentários. Hoje já um senhor de idade, vemos pouco de Newman na tela. Já com sua carreira solidificada, Newman escolhe seus projetos a dedo, sempre funcionando como um indicador de qualidade. O elo pai e filho estabelicido no filme garante uma boa dose de emoção.
Ao termino do filme o espectador se encontra emocionado... e até quem sabe chorando. As lições de McQueen são para todos, crianças e adultos. A certeza que da derrota vêm vitórias mais importantes é muitas vezes esquecida pela cede de ganância. Aqui, agora... o importante é terminar a corrida, pois o primeiro lugar é de quem merece, e não de quem vence. Merito para a Pixar, que consegue tudo isso usando... carros... 



0 Comments:
Post a Comment
<< Home