Don´t take my sunshine away...

O que faz você amar alguém? O quão forte é o amor? Será que há alguém na nossa vida no qual nos TEMOS que nos apaixonar? Será que é o destino ter uma alma gêmea?
Essas perguntas são levantadas em “Brilho Eterno”. O novo filme roteirizado pelo sempre criativo Charlie Kauffman, O roteirista responsável pelos excelentes “Quero Ser John Malkcovich”, “Adaptação” e “Confissões De Uma Mente Perigosa”. Como sempre Kauffman conta uma historia com um tom bizarro, mas com um pé na realidade.
Brilho Eterno é uma ode ao amor. Esqueça as comédias românticas, esqueça os romances de novela. O amor aqui vem do âmago, vem da vida. Um amor cheio de problemas. Não temos na história um vilão que compete com Joel pelo amor de Clementine. O vilão do filme é a vida.
Jim Carrey é Joel, um homem reservado e calado que se apaixona por Clementine, interpretada por Kate Winslet. Depois de anos juntos Joel descobre que depois de uma briga séria, Clementine resolve apaga-lo da memória dela. Joel por vingança decide fazer o mesmo. Quando ele dorme é realizado nele a operação de apagar a memória, a historia da paixão deles começa. Joel, a principio adora ver sua memória sendo apagadas, mas ao passar do tempo ele começa a se lembrar por que ele amou aquela mulher. Começa então a odisséia intelectual de Joel, que busca em sua própria memória um jeito de guardar aquela mulher, aquela lembrança.Por que Brilho Eterno é tão bom? Tentando não usar clichês, eu vou usar o maior clichê de todos os tempos. Brilho Eterno é como o amor, não se expressa em palavras. Um amigo meu disse que queria alugar esse filme, pois se identifica com o personagem e que ele queria também apagar a sua ex da memória. No entanto o filme não é sobre perda, e sim sobre ganhar. Para aqueles que acham que o copo sempre está meio vazio, eu recomendo que assistam a esse filme. Depois dele você sempre vai achar que o copo está meio cheio. E isso é uma mudança drástica.


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